O jogador de futebol que virou ator (virtual)
Uma empresa de tecnologia chamada Dentsu, gigante da publicidade japonesa, está conversando com o time do Neymar para criar séries verticais com ele usando Inteligência Artificial. Essas séries seriam feitas para serem vistas no celular, como os vídeos curtos que a gente já assiste. A ideia é aproveitar a IA, que é um programa de computador que imita a capacidade humana de aprender e criar, para gerar histórias e cenários variados com o craque (Google News IA BR).
Para o brasileiro comum, isso significa que seu celular pode virar um cinema particular com conteúdo exclusivo do seu ídolo. Imagine assistir a uma novela ou a um desenho animado onde o personagem principal é o Neymar, mas sem ele precisar estar em um estúdio de gravação de verdade. É como ter um canal de TV com conteúdo feito só para você, com uma figura pública que você já conhece e admira.
Quando a TV encontra o videogame: o poder da IA no entretenimento
A Inteligência Artificial, que já ajuda a organizar seu feed de redes sociais ou a sugerir filmes para você, agora está entrando na produção de vídeos. Pense na IA como um super roteirista e diretor que trabalha 24 horas por dia. Ela pode, por exemplo, pegar a voz e o rosto do Neymar e colocá-lo em diferentes situações, criando cenas e diálogos sem que ele precise decorar falas ou passar horas gravando. É como um videogame onde o personagem principal é o Neymar, só que com histórias que parecem de verdade.
Essa tecnologia não serve só para criar o 'Neymar virtual'. Ela pode gerar cenários incríveis, desde uma floresta mágica até uma cidade futurista, tudo em questão de segundos. Para quem consome conteúdo, isso significa mais novidade e variedade, quase como ter um catálogo infinito de histórias. E para as celebridades, é uma forma de expandir sua marca sem ter que dedicar tanto tempo a produções tradicionais, alcançando mais fãs em diferentes formatos.
A Dentsu já tem experiência nisso. Eles desenvolveram uma ferramenta que transforma fotos de pessoas em vídeos curtos e personalizados. Essa ferramenta é capaz de pegar uma imagem estática e 'dar vida' a ela, fazendo a pessoa falar e se mover. Essa é a mesma lógica que pode ser aplicada para criar as séries do Neymar, gerando vídeos que parecem gravados na hora, mas são totalmente digitais (Google News IA BR).
Isso é importante porque o consumo de vídeo no celular cresce sem parar. As pessoas querem conteúdo rápido, fácil de assistir e que se encaixe na tela do telefone. Séries verticais, ou seja, feitas para serem vistas com o celular em pé, são a resposta a essa demanda. A IA permite produzir muito desse conteúdo de forma rápida e com custo menor do que as produções de cinema ou TV, que levam meses e precisam de equipes enormes.
O futuro da fama: como a IA vai mudar o que você vê
A chegada da Inteligência Artificial na produção de conteúdo com celebridades como Neymar traz uma implicação importante para todos nós: a linha entre o que é real e o que é digital vai ficar cada vez mais tênue. Daqui a pouco, pode ser difícil saber se o que você está vendo é o Neymar de carne e osso atuando ou uma versão dele criada por um computador. Isso não é necessariamente ruim, mas pede mais atenção do público para entender a origem do que consome.
Além disso, essa tecnologia abre portas para que outras personalidades e até mesmo pessoas comuns possam criar seus próprios 'eus virtuais'. Imagina você criando um clone digital seu para contar histórias ou apresentar um produto, sem precisar aparecer fisicamente. É um novo jeito de se comunicar e de se expressar que está só começando. O entretenimento, a publicidade e até a educação podem ser transformados por essa capacidade de gerar conteúdo personalizado e sob demanda, colocando o espectador no centro da experiência.
Fontes
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